O Prémio Ibrahim

O Prémio Ibrahim reconhece e premeia a excelência na liderança africana. O prémio é atribuído a um ex-Chefe de Estado de um governo africano eleito democraticamente, que tenha cumprido o seu mandato constitucionalmente definido e cessado funções nos últimos três anos.

O Prémio Ibrahim consiste em 5 milhões de dólares, entregues ao longo de 10 anos e mais 200.000 dólares por ano, até ao fim da vida. Trata-se do maior prémio atribuído anualmente, em todo o mundo. A Fundação pondera conceder mais 200.000 dólares por ano, durante dez anos, para actividades de interesse público e boas causas que o vencedor deseje abraçar.

O vencedor do Prémio Ibrahim é escolhido por uma Comissão do Prémio independente, nomeada pela Direcção da Fundação, que avalia todos os líderes da África Subsariana elegíveis durante o seu exercício de governação e desempenho do seu país durante o mandato.

A importância da liderança de alta qualidade na África Subsariana é enorme. É uma área de grandes desafios, com poucos recursos estatais para lhes dar resposta. É por isso que devem ser reconhecidos e comemorados os esforços dos líderes que conseguem libertar-se destes constrangimentos para desenvolver os respectivos países, tirar as pessoas da pobreza e abrir caminho a sucessos e prosperidade futuros.

O dinheiro do Prémio Ibrahim também ajuda a garantir que África não perca a experiência e competências dos seus melhores dirigentes após a sua respectiva saída dos cargos, permitindo-lhes continuar a sua vida pública. Enquanto os dirigentes ocidentais têm um conjunto de opções de carreira em aberto após a saída dos cargos, incluindo a publicação de autobiografias ou indo para a direcção de empresas, estas não estão disponíveis para os congéneres africanos. O prémio permite-lhes prosseguir o seu trabalho no governo com um papel activo na sociedade civil, diplomacia ou resolução de conflitos no continente, após abandonarem o governo. Os primeiros dois laureados com o Prémio Ibrahim, Joaquim Chissano e Festus Mogae, e o Laureado Honorário da Fundação, Nelson Mandela, são alguns dos exemplos das extraordinárias contribuições que os líderes africanos podem fazer depois de saírem dos cargos governativos.  

O Prémio Ibrahim é também um modo de chamar a atenção para os verdadeiros progressos do continente, muitas vezes escondidos pelos problemas e desafios em países concretos. É um modo de introduzir equilíbrio na percepção internacional de África. Embora o continente enfrente grandes desafios e, em alguns casos, falhas de liderança, também existem boas notícias e bons exemplos de liderança em África.

A Fundação considera que uma das melhores formas de canalizar os seus recursos é o fortalecimento dos grandes líderes africanos, recompensando e homenageando os indivíduos que têm um papel tão importante no futuro dos seus países. Tendo em conta que, em 2008, a ajuda à África subsariana vinda dos países do G7 ultrapassou os 25 mil milhões de dólares, a Fundação crê que o dinheiro que aplica no Premio Ibrahim é um investimento relativamente pequeno. Mas este prémio, atribuído a um indivíduo com reconhecida capacidade de contribuir para África, tem o potencial de permitir retornos muito significativos.

O prémio foi concebido para trabalhar em conjunto com os milhares de milhões de dólares de ajudas ao desenvolvimento, investimento estrangeiro e recursos nacionais. Se um país for bem governado, haverá um aumento na eficácia e impacto de todos os fundos canalizados para o país.