Os laureados com o Prémio Ibrahim são totalmente independentes. A Fundação não tenciona influenciar os vencedores quanto à sua forma de usar o dinheiro do Prémio
Os laureados com o Prémio Ibrahim são totalmente independentes. A Fundação não tenciona influenciar os vencedores quanto à sua forma de usar o dinheiro do Prémio.
O Prémio tem exacatmente como objectivo desafiar este tipo de ideias feitas. No entanto, o Prémio Ibrahim não será atribuído se se verificar que não existem candidatos à altura.
Os dois primeiros vencedores do Prémio Ibrahim têm um currículo de carreira pública que está à altura dos melhores líderes de qualquer continente, no presente ou no passado. Um dos méritos do Prémio Ibrahim é o facto de ter mostrado que há mais excelentes líderes em África do que é normalmente reconhecido. Embora as notícias mostrem com mais frequência os falhanços da liderança, o Prémio Ibrahim procura chamar a atenção para as experiências positivas de liderança no continente. A Comissão do Prémio, que inclui pessoas com grande experiência e conhecimentos nesta área, leva a cabo uma avaliação rigorosa de todos os candidatos elegíveis. A Comissão do Prémio tem como função formar um juízo próprio e decidir em conformidade.
Todavia, a Comissão do Prémio reserva o direito de não atribuir o Prémio Ibrahim num determinado ano.
O desfasamento temporal é normal, devido à disponibilidade dos dados. No entanto, a Fundação também irá continuar a trabalhar para aumentar a qualidade dos dados disponíveis para África.
A disponibilidade, recolha e análise dos dados levam tempo e conduzem a tempos de espera normais e inevitáveis na maioria dos índices internacionais. O Índice Ibrahim, com o seu intervalo de tempo de dois anos, está até muito mais actualizado do que muitos outros índices. A informação ainda é relevante, uma vez que ilustra o progresso ao longo do tempo, fornecendo uma análise das mudanças na qualidade da governação num dado país.
A Fundação irá também continuar a advogar a melhoria das informações em África, contribuindo para esse objectivo com a introdução de novos métodos de recolha de dados no continente e com a construção de capacidade institucional para a recolha das informações necessárias.
O Prémio Ibrahim não é um suborno, mas sim o reconhecimento de desempenho e excelência na liderança. A excelência é recompensada em muitas áreas e nenhuma é mais importante do que o exercício da liderança em África. O Prémio Ibrahim também dá aos dirigentes meios para continuar a contribuir para o continente após abandonarem os cargos.
Acima de tudo, o Prémio Ibrahim não é um suborno. Não se trata de encorajar as pessoas a governar bem. Trata-se de encorajar e celebrar os elevados padrões de liderança que já se vêem em África. Não há nada de espantoso nisto. O mundo já premeia há muito, por exemplo, o mérito científico e literário. Faz sentido, por isso, que a excelência na governação também seja premiada – e particularmente em África, onde os desafios são tão grandes.
Além de celebrar o excelente trabalho realizado em África, o Prémio Ibrahim procura dar aos governantes a oportunidade de construir uma vida ao serviço do seu país e do seu continente, depois de abandonarem funções governativas. Poucos líderes africanos têm ao seu dispor as oportunidades lucrativas dos seus homólogos ocidentais para financiar as suas actividades (como editar autobiografias, fazer conferências ou entrar em empresas). O Prémio Ibrahim permite aos líderes africanos prosseguir o seu trabalho no governo com um papel activo na sociedade civil, diplomacia ou resolução de conflitos no continente, após abandonarem o governo.
Comparativamente ao total do financiamento gasto em África, o Prémio Ibrahim é minúsculo. No entanto, o dinheiro do prémio tem o potencial de direccionar experiências e conhecimentos no sentido de aumentar os benefícios dos recursos africanos.
A Fundação reconhece e aplaude o trabalho extremamente valioso de apoio aos africanos que está a ser feito por organizações multilaterais, doadores estrangeiros e ONG internacionais.
No entanto, a Fundação considera que uma das melhores formas de canalizar os seus recursos é o fortalecimento dos grandes líderes africanos, recompensando e homenageando os indivíduos que têm um papel tão importante no futuro dos seus países. No contexo dos 70 mil milhões de dólares anualmente enviados para a África subsariana, sob a forma de perdão de dívidas e ajudas, a Fundação considera que o Prémio Ibrahim é um investimento comparativamente reduzido. Mas este prémio, atribuído a um indivíduo com reconhecida capacidade de contribuir para África, tem o potencial de permitir retornos muito significativos.
O prémio é pensado para trabalhar em conjunto com os milhares de milhões de dólares em ajudas ao desenvolvimento. Se um país for bem governado, haverá um aumento na eficácia e impacto de todos os fundos canalizados para o país, incluindo a ajuda ao desenvolvimento.