Em 1992, o Presidente Chissano ajudou a terminar a Guerra civil moçambicana, que durou 16 anos, e a reconciliar uma nação dividida, trabalhando incansavelmente nas negociações de paz com o grupo rebelde RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana). Para consolidar a reconciliação, o Presidente Chissano ofereceu aos antigos soldados rebeldes da RENAMO 15 000 lugares no exército moçambicano, com 30 000 efectivos.
O Presidente Chissano levou a cabo uma mudança política, da ideologia Marxista-Leninista para uma democracia multi-partidária e uma economia mista. Negociou com sucesso a redução dos pagamentos da dívida de Moçambique e efectuou reformas que levaram a um crescimento económico sustentado. Durante o seu mandato, Moçambique iniciou uma campanha pela reconstrução e desenvolvimento do país, melhorando os serviços de saúde, o acesso à educação e a emancipação das mulheres.
Entre 2003 e 2004, o Presidente Chissano foi Presidente da União Africana. Durante o seu mandato, foi um grande activista em prol de África no plano internacional, particularmente no que diz respeito ao perdão da dívida externa.
Joaquim Alberto Chissano
Trabalho actual
A 4 de Dezembro de 2006, o Secretário-Geral da Nações Unidas, Kofi Annan, nomeou o Presidente Chissano de Enviado Especial para as Áreas Afectadas pelo Lord's Resistance Army (LRA), com o objectivo de incentivar uma solução política completa para o conflito com o LRA no Uganda.
Actualmente é Presidente do Fórum para Antigos Chefes de Estado e de Governo Africanos (Forum África), uma rede informal de ex-chefes de estado e de governo e outros dirigentes africanos, criada para apoiar a implementação dos grandes objectivos da União Africana e da sua iniciativa, a New Partnership for Africa's Development (NEPAD – Nova Parceira para o Desenvolvimento Africano), nos níveis nacional, sub-regional e regional.
Também é membro do Clube de Madrid, uma organização independente que procura promover a democracia e as reformas em todo o mundo; faz parte da Direcção do The Hunger Project, uma organização sem fins lucrativos que procura terminar a fome em todo o mundo através da emancipação dos indivíduos; participa também na Nelson Mandela Institution (para Ciência e tecnologia), dedicada à promoção da excelência na ciência e na engenharia na África Subsariana.
Desde a sua saída do Governo, o Presidente Chissano também criou a Fundação Joaquim Chissano, que procura combater a pobreza, a fome e os conflitos em África.
Prémios e condecorações
Recebeu grandes condecorações de muitos países, como Moçambique, Angola, Portugal, África do Sul, Brasil, Cabo Verde, Nicarágua, França, Bulgária, Madagáscar, Cuba, Benim, Roménia, Uganda, Reino Unido e Lesoto.
Recebeu também vários prémios, como o Prémio Hunger Project, o Prémio Together for Peace e o Prémio Kellog Foundation.
Joaquim Alberto Chissano
Cerimônia do Premio
A 8 de Novembro de 2007, teve lugar na Bibliotheca Alexandrina de Alexandria, no Egipto, a cerimónia de entrega do Prémio Ibrahim para Excelência na Liderança Africana de 2007.
A cerimónia foi uma grande homenagem ao percurso e cultura africanos e durou quatro horas, seguidas de um concerto com alguns dos maiores músicos africanos.
Participaram na cerimónia muitos africanos famosos, incluindo Kofi Annan e Youssou N’Dour, numa exibição especial. O concerto que se seguiu à cerimónia contou com as presenças de Salif Keita, Angelique Kidjo, Youssou N’Dour e da estrela egípcia Mohamed Mounir.
Ao evento assistiram representantes de toda a África e do resto do globo.
Communicado de Imprensa carregador
Coberturas externas da Imprensa carregador
Chissano, Mandela honoured in style, The Star (South Africa)
27 November 2007
Former Mozambican president Joaquim Chissano has been honoured by Africa's elite with a $5-million (R34-million) prize designed to promote good governance. Chissano, who ruled Mozambique for 18 years and led the country out of a devastating civil war, yesterday received the inaugural Mo Ibrahim Prize for Achievement in African Leadership, which organisers say is the world's largest individual monetary award.
Good governance pays, Al-Ahram (Egypt)
29 November 2007
In democratic countries, presidents and politicians remain active in public life even after leaving office. They go on to head major institutions and some, like former president Bill Clinton, lecture. Clinton, I am told, made a fortune on the lecture circuit. Jimmy Carter chaired a research centre bearing his name. Al Gore won the Nobel Prize for his efforts on climate change.
'Prize is for Entire Mozambican People' – Chissano, Agencia de Informacao de Mocambique (Mozambique)
28 October 2007
Former Mozambican President Joaquim Chissano declared on Sunday that the Mo Ibrahim prize for Achievement in African leadership that he won last week "is deserved by the entire Mozambican people". Speaking to reporters at Maputo international airport, after returning from visits to Uganda, Burkina Faso and South Africa, Chissano said "All that I did was possible because I had the support of the Mozambican people".
Rewarding African leaders, The Economist (UK)
25 October 2007
Joaquim Chissano, a former president of Mozambique, has got a nice top-up to his pension by winning the first Mo Ibrahim Prize for Achievement in African Leadership. In fact, it may be the largest prize in the world, worth an initial $5m over ten years, then $200,000 a year thereafter. And Mr Chissano won it as much for what he didn't do as for what he did.
Mozambique: Chissano Wins First Mo Ibrahim Prize, New Vision (Uganda)
24 October 2007
He is an icon of democracy and development. But beyond the borders of his country, he is a hero. His life is a spiral of qualities; he is a celebrated leader with the ability to formulate a vision and to convince others to toe his line.
$5 Million Prize to Mozambican, New York Times (USA)
23 October 2007
A new foundation devoted to improving African governance has awarded a huge inaugural prize — well over $5 million — to Joaquim A. Chissano, Mozambique’s second president and a crucial figure in ending its 16-year civil war.
Joaquim Chissano: Democrat among the despots, The Independent (UK)
23 October 2007
The Achievement in African Leadership award has been won by a statesman who knew when to give up power. When Kofi Annan was a schoolboy, his teacher took a big blank sheet of white paper, drew a black dot in the top right corner and asked the class of wriggling Ghanaian children what they could see. "A black dot," they all chorused, confident of getting a gold star. "Not one of us saw the blank white space," Mr Annan recalls with a sigh, "Just that single black dot. And news from Africa is a bit like that. It hones in on the bad things."
A worthy prize and an impressive first winner, The Independent (UK)
23 October 2007
We must be wary of falling into the trap of assuming that Africa's problems are solely a result of poor governance. Such an argument is too often used as a convenient excuse by Western governments for not honouring their pledges on aid or trade liberalisation.
Mozambique ex-leader wins prize, BBC News (UK)
22 October 2007
Former Mozambique President Joaquim Chissano has won the first Mo Ibrahim prize rewarding a retired African head of state for excellence in leadership. Mr Chissano, who is credited with bringing peace to Mozambique, had been seen as a frontrunner for the prize.
Value a prize that praises and benefits Africans, Business Day (South Africa)
22 November 2007
No one disputes the centrality of good governance to sustainable development. It is the single most important factor in eradicating poverty and promoting development. Without good governance, laws cannot be justly applied, democracy cannot flourish and civil society cannot fulfil its potential. Without good governance, the state’s resources cannot be effectively administered, businesses will struggle to operate efficiently and investors will be deterred.
Mozambique’s former leader wins award, Financial Times (UK)
22 October 2007
Joaquim Chissano, who presided over Mozambique’s emergence from a long civil war, emerged as the first winner on Monday of the Mo Ibrahim award for leadership in Africa. The prize – awarded for the first time this year – is worth $5m (£2.5m, €3.5m) over 10 years and comes with an additional $200,000 a year thereafter.
Sobre Moçambique
Capital: Maputo
População: 19,4 milhões
Área: 812.379 km quadrados
Principais Línguas: Português (oficial), makua-lomwe, tsonga, shona, swahili
Principais religiões: Crenças indígenas, islamismo, cristianismo
Esperança de vida: 41 anos (homens), 43 anos (mulheres)
Moeda: 1 metical (plural meticais) = 100 centavos
Principais exportações: Marisco, Algodão
Rendimento nacional bruto per capita: 310 dólares (Banco Mundial, 2006)
Chefe de Estado: Presidente Armando Guebuza
Principais partidos políticos: Frente para a Libertação de Moçambique (FRELIMO), Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO); vários pequenos partidos.
Participação em associações e organizações internacionais: Commonwealth; União Africana (AU); Comunidade para o Desenvolvimento de África Austral (SADC); Organização da Conferência Islâmica (OIC); Movimento dos não-alinhados; Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP); Organização dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Associação para a Cooperação Regional dos Países da Orla do Oceano Índico (IOR-ARC)
Principais dados económicos
Taxa de crescimento económico anual (PIB) (2006): 8,5 %
PIB (2006): 7,7 mil milhões de dólares
PIB per capita (2006): $350
Recursos naturais: Energia hidroeléctrica, carvão, gás natural, minério de titânio, tantalite, grafite, ferro, pedras semi-preciosas e terra arável
Agricultura (21,7% do PIB), indústria (29% do PIB); serviços (49,3% do PIB)
Importações (2006): 2,88 mil milhões de dólares; Exportações (2006): 2,39 mil milhões de dólares. Produtos de exportação: alumínio, caju, camarão, algodão, açúcar, citrinos, madeiras, electricidade, gás natural. Principais mercados: Bélgica, África do Sul, Zimbabué.
Desempenho do Moçambique no Índice Ibrahim de 2009